Smash, a resposta madura ao fenômeno Glee

 

Desde que Glee estourou, sinto que Ryan Murphy tem se preocupado em passar a mensagem de que “it’s ok to be different”, dar uma voz aos pobres e oprimidos e hoje em dia me parece mais um seriado pedante que desmerece o público e, de quebra, tem uma das protagonistas mais antipáticas da história da televisão, Lea Michelle (na minha humilde opinião). Falo tudo isso como alguém que não vê o seriado desde o primeiro episódio da 2ª temporada mas vejo ele em todo lugar, portanto me sinto livre em tirar certas conclusões, já que conheço o modos operanti do Ryan Murphy desde os longínquos tempos de Popular, uma ótima série em sua primeira temporada que ele destruiu na 2ª do mesmo jeito que fez com Glee (e, bem provavelmente American Horror Story).

Mas, querendo ou não, esse pequeno musical semanal acabou virando febre, então a rede americana NBC resolveu criar um adversário a altura chamado Smash. Produzido por Steven Spielberg (sucesso de público e crítica no primeiro episódio? Bem provável) o musical mostra os bastidores e (falta de) glamour em se montar uma peça da Broadway em cima da vida de Marilyn Monroe. Com Debra Messing, Angelica Houston e a rejeitada do American Idol, Katherine McPhee como protagonista, o trailer mostra uma variedade de pontos positivos, como histórias interessantes e realistas para diversos personagens e apenas um negativo (Angelica Houston aparece apenas com um sorriso leve no rosto enquanto vê as moças cantarem. Oi, alguém dá uma fala para a melhor atriz que vocês tem nessa merda??).

Intercalando entre composições originais e músicas inseridas especialmente para seu público alvo (Somewhere Over The Rainbow, te amo), Smash pode realmente não estourar, mas certamente tem potencial. Se acabar pegando, eu acho que a atriz Megan Hilty, que interpreta a rival de McPhee, Ivy Lynn, vai ser o verdadeiro destaque da produção.

 

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O quanto eu quero ver a nova série da Zooey Deschanel

Resposta: MUITO. Quero muito ver essa série.

Chama “New Girl” e (pelo que eu pude ver nesses 3 minutos e 39 segundos que basicamente contam o episódio piloto inteiro) conta a história de uma mulher (Zooey) que pega seu namorado com outra mulher e arranja um novo lugar para morar com 3 caras (Filho de um dos Wayans, Sei lá Quem É Esse, Olha o Boy Que Fez uns 5 Episódios de Veronica Mars) que no começo acham ela meio doida mas acabam se encantando porque né.. Ela é realmente encantadora. Parece bobo, talvez seja bobo mas eu acho ela muito engraçadinha e fiquei com vontade de ver, sei lá.

Neil Gaiman Fala Sobre seu Episódio de Doctor Who

O episódio que Gaiman escreveu se chama “The Doctor’s Wife” e será o quarto episódio da 6ª temporada de Doctor Who que estreou sábado 23 de Abril na BBC One.

Para quem não assiste Doctor Who só posso dizer que é uma pena e sua vida é no mínimo 48% mais deprimente do que a minha por não ter esse personagem incrível na sua vida.

Como no Brasil é raro achar para comprar ou alugar, e mesmo se fosse fácil ninguém mais ia querer fazer nada disso, todas as temporadas estão disponíveis em Torrent e como são 47 anos de seriado eu sugiro que comecem pela 1ª temporada do New Who de 2006 .

The Borgias

Série baseada na dinastia da família espanhola Borgia com Jeremy Irons como Rodrigo Borgia e um monte de gente bonita demais para ser historicamente correta como o resto do elenco. Com o final de The Tudors o canal Showtime decidiu dar carta branca ao projeto do coração de Neil Jordan , diretor de filmes excelentes como ‘Traídos pelo Desejo’, ‘Entrevista com o Vampiro’ e ‘Café da Manhã em Plutão’, que teve a ajuda de Michael Hirst, criador de The Tudors e roteirista de Elizabeth e Elizabeth: Era de Ouro. Quem é fã de The Tudors não vai esperar tanta precisão histórica mas sim tramas complexas, diálogos interessantes e muita violência e nudez (não tão) gratuitas. Eu não estou reclamando.  E também estou nutrindo uma paixão platônica pelo David Oakes, ator que interpreta o Juan Borgia, o que tem um mullets estranho. Acho que ele estava bem mais atraente na mini série Pillars of the Earth (que eu super recomendo, melhor mini série que eu já assisti) mas ÓBVIO que meu amor é verdadeiro então eu assisto e gosto de tudo que ele faz.

O primeiro episódio vazou na internet alguns dias atrás, eu tenho o link mas não vou postar aqui porque sou bundona.

Doctor Who: Space and Time

Um mini episódio dividido em 2 partes (Space e Time) feito especialmente para o Comic Relief 2011 que nos avisa a volta do Doutor em sua 6ª temporada na Páscoa desse ano.

E só um by the way, esse episódio que somando ambas as partes  dura 7 minutos e 25 segundos é incrível e mais criativo do que 95% das séries de Sci Fi hoje em dia.

Invasão Britânica

Séries britânicas. Elas sempre existiram, provavelmente nunca passaram aqui, talvez no extinto (?) canal People&Arts mas nos últimos anos o nível dos seriados produzidos na Inglaterra tem sido cada vez mais alto. Muitos dizem que o fato de que cada temporada tem entre média 6 episódios (Doctor Who normalmente tem 13, mas o Doutor pode) faz com que cada momento conte na trama, sem os episódios de encher lingüiça que o formato americano de 23 episódios tanto curte. Eu concordo, mas eles chegam a ser tão bons que tenho dó de mim mesma quando meus 6 episódios acabam e eu tenho que baixar Vampire Diaries porque já vi todas as outras séries boas (mentira, eu baixo porque gosto mesmo).  São muitos os seriados bons mas separei meu top 3:

Misfits

“Misfits segue 6 excluídos da sociedade que são obrigados a fazer serviço comunitário e são atingidos por uma estranha tempestade de raios e adquirem poderes especiais.”

Essa foi quase que a tradução literal do site oficial do seriado e a primeira vez que li não achei nada demais. Pra variar, estava errada. Misfits não só procura retratar problemas de jovens da sociedade média baixa (odeio esses termos) na Inglaterra como drogas, sexo, exclusão social, relacionamentos com os pais e uns com os outros como esses também ficam em segundo plano para a ação e comédia incríveis que todo episódio possui. Os 6 atores tem excelente química e lidam com seus poderes (ou falta deles) de jeitos realistas. Cada episódio meio que se concentra em um personagem, mas nada oficial, o episódio não tem o nome do personagem nem nada assim (oi, Skins ? é… você já deu) e alguns poderes podem parecer inúteis a primeira vista, mas todos tem um motivo. Acho que já recomendei esse seriado para todo mundo que conheço, não descarte o fato de que criei esse blog só para que possa convencer mais gente a assistir.

The IT Crowd

Alguns meses atrás comentei com um amigo o quanto eu gostava de The Big bang Theory. Ele me falou, com certo ódio no coração “Aaaaarrgghhh, esse seriado que todo mundo acha que representa tão bem os nerds, é porque ninguém conhece The IT Crowd. Isso sim é seriado genial e engraçado.” (Parafraseei)

Confiei nele mas só baixei depois que vi essa imagem no tumblr:

Moss

The IT Crowd se concentra em 3 personagens principais que trabalham no suporte técnico de uma empresa fictícia chamada Reynholm Industries. Jen, a chefe de departamento que não entende nada de computadores e é jogada no suporte técnico por um chefe louco. Roy é um irlandês que sempre usa camisetas com desenhos e frases relacionadas ao mundo ‘geek’ e gostaria mas normalmente não tem sorte com as mulheres e Moss é o gênio socialmente inapto (se for para comparar, Moss seria o equivalente ao Sheldon e Ray, Leonard. Mas essa é uma comparação tosca já que cada série tem seu mérito próprio).

Cada episódio é composto de 20 minutos de perfeição cômica, os três principais são incríveis mas os coadjuvantes são um show a parte (fudeu, virei minha mãe em nível gramatical) – Noel Fielding, comediante que faz outra série britânica chamada The Mighty Boosh que eu não gostei muito, interpreta Richmond, um gótico fã de Craddle of Filth banido para o suporte técnico depois de ter aparecido com maquiagem gótica no velório do pai do chefe da empresa e Matt Berry que aparece no final da segunda temporada como Douglas, o filho do chefe que havia desaparecido alguns anos antes depois de sofrer vários processos de abuso sexual na empresa.

The Inbetweeners

4 amigos que se encontram onde a maioria dos adolescentes pode admitir se encaixar: no meio de tudo. Nem um pouco populares mas não são exatamente os nerds estranhos da turma, Will, o garoto novo na escola que encontra amigos relutantes mas dispostos nos outros 3;  Simon, eterno romântico desajeitado apaixonado por sua amiga de infância; Jay, o tarado sem papas na língua e Neil, o bobo desavisado vivem situações relativamente comuns mas lidam com elas sem de maneiras muito engraçadas. Outro caso de atores mais maduros interpretando adolescentes mas aqui isso ajuda, principalmente no humor mais adulto de Will e Simon e nas bobagens juvenis de Jay e Neil, 4 personagens totalmente diferentes e criados com profundidade o suficiente para que todas as piadas façam sentido, principalmente porque normalmente estamos rindo deles, nunca com eles.

Espero que esse seja o maior post que eu faça nesse blog. Pelo seu próprio bem.